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A nova era da WWE e o NXT

Toda vez que há uma avaliação histórica de períodos de tempo específicos a gente costuma dividir por eras. A divisão das histórias é um conceito utilizado pra mostrar mudanças muito carateristicas ao longo dos tempos e facilita no entendimento da evolução do ser humano como abordado na história quanto em temas mais específicos, como esportes e culturas. Na luta livre nós usamos para avaliar por exemplo as mudanças com que a WWE teve durante o formato da sua programação.

A divisão é muito clara porque a luta livre é um dos esportes que passam por uma constante evolução e a visão dos responsáveis pela WWE também (Por mais que hoje em dia o Vince McMahon adore manter visões ultrapassadas sobre muitas coisas). Entre os períodos mais destacados dentro da WWE estão a Golden Era responsável pelo inicio da popularização do esporte a nível nacional, a Attitude Era com seus ratings históricos, lutas baseadas em finais controversos, gimmicks históricas e provocativas e a Ruthless Agression Era, com lutadores mais violentos, grande uso de “armas” e abuso do sangue nos combates. Hoje a gente parece ter uma nova Era dentro da WWE se estabelecendo e a Wrestlemania 37 foi marcante para isso.

Undertaker
Desde 2000 a Wrestlemania não contava com a participação de Undertaker. Foto: WWE.com

Enquanto a gente é forçado a ver um nome como Hulk Hogan sendo encaixado de forma whatever nos dois dias de evento, sendo um representante de uma era ultrapassada da WWE, essa foi a primeira Wrestlemania desde 2000 sem a presença de Undertaker (que na ocasião estava lesionado assim como em 1994 mas já lutava nas Wrestlemanias desde 1991) e desde 2004 sem John Cena (ano de estréia no evento). Outra comparação que mostra a diferença desse evento para outros atrás é que se você for analisar os lutadores que participaram em singles/tag team/triple threat matches na WrestleMania 28 e nesta última edição, aparecem apenas 3 nomes: Sheamus, Daniel Bryan e Randy Orton.

Um dos fatores que mostra essa ausência de nomes estabelecidos dentro do evento há um tempo (Que basicamente contou com Randy Orton em uma opening match curtíssima e Edge a beira de se aposentar) é a base que sustenta essa nova era: O NXT.

Raquel Gonzalez, Bianca Belair e Rhea Ripley: Crias do Performance Center e do NXT.

A presença muito forte de lutadores que foram forjados dentro do Performance Center ou lutadores que foram trazidos para a empresa e passaram um bom tempo na divisão de “desenvolvimento” (que agora é mais um show semanal como os outros) é uma característica muito forte desse card, que sofreu um pouco com o pré-hype por causa da falta de consolidação de alguns dos nomes mas que compensou com um evento cheio de boas lutas. A WWE agora tem a missão de conseguir desenvolver seus novos nomes oriundos de seus shows de terça-feira para alcançar um star-power semelhante ao de nomes como John Cena, Triple H e Batista na década retrasada e garantir o sucesso da próxima dezena de WrestleManias que estão por vir, o que foi bem dificultado com a ausência de público nos shows semanais e os ideais ultrapassados de Vince McMahon no comando dos shows.

O NXT garante a qualidade de ringue da maioria de seus talentos, mas a mão criativa do comando da empresa é quem vai decidir o futuro dos grandes shows.

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