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Na Teia do Aranha #103 – Será que não vai mudar?

Salve, povo!

Com os desejos de um ótimo ano de 2021 a todos e todas, iniciamos os trabalhos nesse espaço, perguntando sobre coisas que poderiam mudar no universo da luta livre, mas precisarão de um longo caminho ainda.

Como sempre, leiam, reflitam, comentem e sugiram temas para próximos textos, ok?

Abraços e valeu!

Será que não vai mudar?

Peço desculpas a vocês, a princípio, pois esse pensamento será bem curtinho. Mas, por uma boa causa, acredito.

Quando um ano se inicia, como citei no texto anterior, existem várias lições que aprendemos no ano que se passou e que precisamos pôr em prática, em prol de uma melhoria do esporte de entretenimento que tanto amamos chamado luta livre profissional. Só que, ao contrário do caminho de melhoria, algumas coisas empacam, com pretextos, no mínimo, esdrúxulos.

Então, a seguir, sem delongas, algumas das principais coisas que acredito que não mudarão nesse ano de 2021 (mas que, no fundo, queria que melhorasse):

  1. A visão dos dirigentes sobre as pessoas e a sociedade: por mais que o marketing das empresas façam campanhas maravilhosas e que o pro wrestling é algo que devemos tratar como uma paixão, não podemos nem devemos nos enganar: o que mais move essa máquina é o dinheiro. Porém, quem dá dinheiro são as pessoas (dentro e fora dos ringues), e não cuidar das pessoas e da sociedade ao seu redor é algo, no mínimo, preocupante – especialmente com o modo em que a maioria das empresas lida com a pandemia do novo coronavírus que, até a data desse escrito, ainda está vigente e devemos nos cuidar.
  2. A insistência em uma fórmula única de entretenimento dentro da luta livre: algumas empresas entenderam bem que a capilaridade que os meios de comunicação – em especial, a internet – trazem para o fã, levando ao conhecimento de inúmeras empresas nacionais e internacionais, precisam fazer com que as maneiras de entreter esportivamente o seu público saiam apenas do quadrilátero “cabeludo – barbudo – trevoso – sarado” para os homens e o trinômio “sarada – gostosa – loira” para as mulheres. E que fique claro: não sou contra essa fórmula que citei, mas na insistência dela, como se fosse a coisa mais legal da história do esporte. Criatividade está em falta nestes arraiais.
  3. Pessoas sem noção no meio da luta livre profissional (dentro e fora dos ringues): um exemplo claro disso é que, a alguns meses atrás, foi feita uma campanha dentre vários sites e perfil voltados ao pro wrestling no combate contra a violência a mulher – que foi bem bacana por sinal. Porém, algumas semanas depois, continuamos a saber de casos de assédio virtual contra meninas aqui no Brasil. A questão é: enquanto há gente, há problema. O que não podemos fazer é desistir de ideais de unidade, respeito e construção de uma base de fãs e atletas conscientes de que não estão em uma bolha, mas em um mundo no qual, a arte deles e a admiração nossa se cruza com as vidas, animando e transformando de alguma forma.

Repetindo o que disse lá em cima: por mais que não ache que mudará essa realidade, ainda tenho aquela esperança, lá no fundo, de que isso tudo poderia ser transformado com sinceridade de caráter das pessoas, assumindo e corrigindo seus erros e disseminando positivamente os acertos, para o bem de todos que amam a luta livre.

E você? O que acha que dificilmente mudará neste ano, ou que será tão fácil assim para mudar no nosso meio?

Que 2021 seja mais um passo de melhoria nesse processo.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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