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Na Teia do Aranha #107 – Colaborar com o Sustento

Salve, povo!

Em mais um texto neste espaço, pensaremos sobre a forma que a WWE tem censurado seus funcionários dentro das redes sociais e até onde isso ajuda ou atrapalha.

Como sempre, o espaço é aberto para comentários e sugestões de próximos textos, ok?

Aproveitem e valeu!

Colaborar com o sustento

A globalização tem como uma de suas principais (e poucas) qualidades, a capacidade de abrir os nossos olhos para o que a luta livre pode nos oferecer de melhor, dentro e fora do Brasil. Nesse pacote, está incluída a proximidade de relação entre os profissionais do esporte de entretenimento e os fãs, através das redes sociais. Isso é algo muito bacana de se viver, pois, traz um novo tipo de interatividade, que, lá atrás, quando comecei a assistir pro wrestling, era algo quase impossível de pensar.

É perceptível também que, diante da mesma globalização e das relações em rede, a possibilidade de monetizar essa relação era muito real, e é o que acontece em muitos casos. Desde a camiseta comprada até a assinatura do perfil da Twitch, passando pelos financiamentos coletivos e afins, o elo se torna colaborativo, com sentido: se eu gosto e posso colaborar equilibradamente com o sustento, farei – por sinal, o próprio Wrestlemaníacos iniciou o seu financiamento coletivo, em apoia.se/wrestlemaniacos – Vai lá e apoie-nos : )

As várias produções de conteúdo ultrapassam as fronteiras das empresas, e mostram várias facetas das pessoas que nunca veríamos somente em um show de duas horas. E ajudam financeiramente em uma carreira que anda em uma corda-bamba: você pode estar no auge hoje, mas, daqui a pouco, está no limbo e, até, dependendo da situação, encerrando a carreira no esporte. Por essa falta de garantias, é muito bom ver que existem essas opções para se fazer o pé-de-meia.

Nesses dias, li no próprio Wrestlemaníacos que a WWE está impondo restrições para os lutadores em suas redes sociais, os impedindo de patrocinar marcas ou monetizar as suas redes sociais (clique aqui para ver), alegando que possui, segundo a matéria, “a propriedade contratual da imagem de seus lutadores inclui todas as redes sociais de tais, independentemente de estarem listadas com seus nomes artísticos ou nomes reais”, com a possibilidade de imposição de sanções, caso essas regras sejam quebradas.

Isso demonstra, mais uma vez, que mesmo que a WWE esteja ainda no topo do universo do pro wrestling mundial, possui uma política de tratamento de pessoal totalmente retrógrada e que exala a falta de preocupação para algo que não seja o capital. Em pleno século XXI, com a internet sendo um elemento fundamental para o comércio de qualquer produto, não se admite mais esse comportamento tão cerceador quanto a funcionários que tem pouquíssimas garantias e que precisam ter os seus meios de sustento ampliados, como meio de compensação por essa carência histórica.

Além disso, atualmente, dizer “não” à WWE por um impedimento do tipo não seria algo impossível, já que, por mais que a empresa de Stanford seja a mais tradicional e rica do meio no mundo, ela não é mais a única, e a própria internet que é vetada por eles, é a mesma que amplia o conhecimento do fã do esporte, para pensar: “Se o fulano foi pra lá, então eu vou pra lá também”. Existem outras promoções, que vem se desenvolvendo de maneira primorosa, o qual pessoas podem se sustentar de luta livre por elas. Assim, por mais que a WWE ameace, no final de tudo, eles cantarão, como um antigo funk aqui do Rio de Janeiro: “Pode passar o rodo e me mandar embora, que eu vou ficar dançando lá do lado de fora”.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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