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Na Teia do Aranha #108 – Explosão ou Explosinho?

Salve, povo!

Em mais um pensamento nesse espaço, tratei de algo que aconteceu no último AEW Revolution e me chamou muito atenção pelas reações das pessoas sobre tal evento. O que podemos aprender com o que houve?

Leia, reflita, comente e sugira próximos temas, como sempre.

Abraços e valeu!

Explosão ou Explosinho?

Nos últimos dias, assisti o “AEW Revolution”, um dos maiores eventos da empresa estadunidense de luta livre, e, pessoalmente, gostei do que vi, com as medidas possíveis de expectativa e o que a promoção era capaz de entregar. Tivemos um bom show, no fim das contas. E uma das coisas que mais me chama a atenção nos dias de grandes eventos são as reações das pessoas nas redes sociais, tanto na hora do fato quanto algumas horas depois, pois, dependendo da situação, ela muda completamente – eu, você e o seu cachorro fã do Sting já fizeram isso em algum momento, e sempre é um grande aprendizado.

Nesse meio, se destacam opiniões gerais que permanecem do fato ocorrido e que tem uma alteração muito pequena. E uma dessas aconteceu no evento principal, que foi um “Exploding Barbed Wire Deathmatch” pelo título mundial da AEW, entre o campeão, Kenny Omega, e o desafiante Jon Moxley. O fato que vale saber da estpulação no momento é de que, após 30 minutos de luta, deveria haver uma explosão no ringue – fato que era muito esperado, pois até uma das grandes (senão a grande) lenda das deathmatches, Atsushi Onita, apareceu no vídeo de promoção da luta, dizendo sobre os perigos da mesma.

A luta aconteceu, com os dois indo ao seu limite. Porém, após a vitória de Omega, com o relógio marcando um minuto para a explosão do ringue, apenas o derrotado permanece abatido no meio do tablado. Eddie Kingston vai em socorro ao amigo, o qual tenta proteger da explosão. O relógio conta: cinco, quatro, três, dois, um… e a explosão pareceu o ano novo dos vizinhos aqui perto de casa, com duas bombas, três rojões e uns brilhos nas pontas do ringue. Para alguns, só faltou o champanhe e pular sete ondas. Tony Khan até tentou aplacar as críticas, dando uma enrolada, mas não colou muito.

O discurso de quem critica negativamente é que, em comparação ao que ocorre nesse tipo de luta, a explosão foi, parafraseando um certo comentarista de futebol, “pífia e patética”. A pergunta que ficou no ar é: “Decepcionou?” Até tentei achar uma resposta meio termo para isso, mas, sinceramente, não achei nada que atendesse, pois é algo bastante subjetiva. Porém, esse caso específico traz duas lições muito importantes do mundo da luta livre, dentro e fora dos ringues, no caso da piortecnia ter sido bem sucedida ou ter sido uma falha catastrófica.

A primeira é de que, no caso da explosão ter sido bem feita, do jeito que tinham pensado, há que se considerar que os esportes de entretenimento, apesar de ser uma paixão, fazendo aflorar emoções que só o esporte pode nos proporcionar, é também um grande negócio de entretenimento (tá aí o porquê das duas palavras serem utilizadas juntas, a despeito da chateação de muitos). Por conta disso, se supõe que um show que tem a intenção de alcançar o maior número possível de pessoas, não tem a intenção de se expôr aos órgãos de censura e controle parental dos Estados Unidos (que são alguns dos mais rigorosos do mundo). Portanto, já que assumiram a responsabilidade de se fazer uma luta de cunho tão violenta como foi, o que pudessem atenuar, seria atenuado. E a explosão seria algo das mais fáceis de ser aliviada.

A segunda é que, no caso da explosão ter sido fracassada, é de que um evento dessa magnitude tem um ímã para que falhas do tipo aconteçam. E estamos falando de uma empresa com aporte financeiro pesado e com uma equipe técnica supostamente qualificada para gravar, ao menos, dois programas semanais com qualidade alta. E erros desse tipo são normais e fazem parte do processo de aprendizagem. Então, da próxima vez que você assistir uma empresa de luta livre nacional ou internacional que possua um orçamento muito menor que a AEW, pense duas vezes antes de sair apontando dedos, ao invés de entender quais as limitações e como elas fazem para passar por essa situação, com criatividade e esforço.

Para além de sabermos se essa explosão foi bem ou mal sucedida, uma coisa é importante e deve ficar na nossa cabeça: não é um episódio específico que deve esfriar nossa vontade de ver aquela historia. Se ela te atrai de aguma forma e aconteceu, naquele momento, um “episódio” ruim, assista o próximo e tente entender o porquê daquilo acontecer. Se a coisa desandar muito, você tem a liberdade de deixar pra lá e ir pra outra, mas, devemos mudar a facilidade que temos de descartar tudo por uma questão específica, dentro desse contexto. Se foi explosão ou explosinho, a luta livre vai continuar e vai se reinventar e vai nos ensinar e esperamos que aprenda com a caminhada.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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