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Na Teia do Aranha #114 – Vende ou Não Vende?

Salve, povo!

Em mais uma semana neste espaço, tentarei pensar com vocês sobre uma pergunta que tem deixado muitos fãs da WWE (e até da luta livre, em geral) agitados: será que Vince McMahon vai vender a WWE? Será?

Leia, reflita, comente e, se quiser, sugira temas para próximos textos.

Forte abraço e valeu!

Vende ou não Vende?

Estou escrevendo esse texto alguns poucos dias depois de a WWE ter anunciado a demissão de alguns lutadores e lutadoras de seu plantel. Até aí, nada fora do normal dentro da empresa, pois é uma prática comum da mesma, como qualquer outra empres que tem uma rotatividade muito grande. O que mais causou estranheza foram os nomes das pessoas que foram demitidas sem mais explicações: Lana, Santana Garrett, Ruby Riott, Buddy Murphy, Aleister Black (que tinha voltado em vários segmentos dentro do SmackDown a poucas semanas, com a impressão forte de um push em seu personagem) e Braun Strowman (ex-campeão mundial da empresa, e que estava, nos últimos tempos, constantemente habitando as histórias principais do RAW, tendo lutado, inclusive, pelo título da WWE no último PPV da empresa, até estadata, o WrestleMania Backlash).

Para além dos lampejos dos fãs, que vão, nesse momento, gritar para que algumas dessas pessoas sejam contratadas  pela AEW (movimento similar ao que faziam com a TNA/IMPACT Wrestling, na última década), e para além de preocupações sobre o que farão de suas carreiras, pois sei que todos esses nomes tem encaixe em vários setores do pro wrestling e/ou do entretenimento, não passando por grandes apuros, nesse ponto. O que me questiono é: o que significa esse movimento? É apenas uma demissão de pessoas que queriam deixar a empresa e a WWE, simplesmente, não quis segurá-los e os liberou? Será que, depois de anos, Vince McMahon quer botar a WWE à venda (coisa que deixa muitos em polvorosa) e aproveitar a sua fortuna em alguma ilha particular até o fim de sua vida? Ou tem outra causa para além disso?

A WWE, no primeiro dia de junho deste ano de 2021, nomeou três novos diretores para sua empresa. Dentre esses nomes, chamo a atenção para Nick Khan, que foi diretor da Turner e, antes de chegar para ser presidente da WWE e chefe de finanças da empresa, foi um dos diretores da área de televisão do CAA, uma agência de talentos americana – talvez a maior no país e uma das maiores do mundo. Khan tem um modo de gerenciar bastante voltado para a área de entretenimento e menos para o pro wrestling. É um modelo de negócios que, desde que entrou na empresa de luta livre, em agosto do ano passado, tem feito com que a mesma se sustente financeiramente muito bem, durante o processo de permanecer com a maioria dos shows sem público. A ideia de trazer o entretenimento com um viés mais forte não é surpreendente. Um exemplo recente disso é a propaganda que fizeram do filme “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas”, com vários zumbis atacando The Miz e John Morrison, durante o WrestleMania Backlash. Muitos não entenderam o porquê daquilo acontecer tão aleatoriamente. Porém, os cofres dos McMahon entenderam muito bem e agradeceram ainda mais.

Por que dei essa volta toda para explicar vários movimentos de negócio dentro da WWE? Porque, no fundo, a WWE é um negócio. Ele precisa de dinheiro para sobreviver. Ele precisa de admissões e demissões para o alcance dos objetivos – mesmo que, em um primeiro momento, esses passos possam causar um prejuízo inicial. Por mais que doa para gente pensar nisso, nenhuma organização é uma casa de caridade. Ainda mais sabendo do histórico de quem é o dono dessa organização bilionária. No fim, pessoalmente, não acho que Vince McMahon venderá a empresa em sua totalidade. Se ele vender algo, será uma parte. A família não tem o perfil de alguém que largaria o osso com essa facilidade. A única coisa, que insistimos, e precisa ser muito alertado neste espaço, é o grande perigo de uma empresa colocar tanto seus olhos nos números, que esquecem de dar atenção ao que mais importa, que é a razão de existir da sua empresa, que é o esporte de entretenimento. Qualquer negócio não sobrevive sem dinheiro, mas, nem toda a fortuna do mundo pode ressuscitar um negócio que matou a sua missão e deturpou a sua missão. Fora isso, é desejar sorte nos futuros empreendimentos e fazer a vida seguir em frente, torcendo para que não percamos a visão da WWE que nos acostumamos a assistir.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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