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Na Teia do Aranha #118 – Até Logo

Salve, povo.

Apenas uma breve reflexão. Até logo.

Até Logo

Quando comecei a escrever na (nova) internet, era o ano de 2001. E como muitos de vocês, junto com algumas pessoas que conheci no chat da UOL (alguém lembra?) que conheciam luta livre por causa da finada Manchete, abrimos um blog no (acho que finado) Yahoo Geocities. Naquele tempo, escrever era uma aventura, pois com poucas informações, o malabarismo nas notícias e traduções era inevitável. E o tempo passou.

Depois de algum tempo, a rede de amizades aumentou e, quando vi, comecei a colaborar com o blog “This is Wrestling”, na parte de notícias, ainda escrevendo para o blog citado no parágrafo anterior. Nesse mesmo tempo, vi que o blog “Get Ready To Rumble” tinha aberto o ‘Espaço do Leitor’, onde mandávamos textos sobre pro wrestling e, se gostassem, o postariam. Peguei um texto que já tinha escrito a anos e mandei pra eles. Gostaram. Postaram. Me convidaram pra escrever no GRTR também. Ali, a coluna ganhou um nome: “Na Teia do Aranha’, em alusão à seção de cartas da revista do Homem-Aranha (que lia bastante, à época). E o tempo passou.

A rede de amigos aumentou e, logo, fui chamado para um pequeno fórum sobre luta livre, chamado “Fórum WrestleManíacos”. Ali, fiz muitos amigos de verdade. Amigos que permanecem até hoje. E vi esse fórum ganhar um blog. E vi o GRTR morrer. E vi a coluna ir direto para o WrestleManíacos, sem pausa. O WM também ficou inativo por um tempo. E continuei a escrever e colaborar com outros parceiros, como o Portal da Luta Livre (em seus primórdios). O WM voltou, e meu coração e minha gratidão estavam lá. E o “Na Teia do Aranha” voltou para lá. E o tempo passou.

Durante esse tempo, fiz o que sabia fazer e que mais gosto de fazer: textos curtos, sobre um tema específico, para que todos possamos refletir juntos. Aos que não sabem, pensar dá trabalho, precisa de tempo, precisa de compreensão, precisa de egos inflados no chão e precisa de coração e mente abertos para uma desconstrução e construção coletiva. E, quando me vi, estava diante de palcos históricos da luta livre mundial no Brasil (como o Ginásio 7 de setembro) e no estrangeiro (como o Hammerstein Ballroom, Toronto Skydome e Barclays Center). Quando vi, estava comentando luta livre estadunidense na televisão brasileira, com a minha cara aparecendo em rede para todo o país! E o tempo passou.

Hoje, o WM é um dos principais portais de pro wrestling em língua portuguesa no mundo. E o contexto pelo qual a internet passa é outro: os tempos gritam pelas curtidas, comentários, visualizações e polêmicas vazias e forçadas. E essa não é a realidade que almejo viver, depois de uma jornada de quase 30 anos de fã e de 20 anos de colunista nesse meio. Não tenho mais a cabeça de um adolescente de 16, 17 anos. Cresci, tenho uma carreira, uma vida, uma (linda e neófita na arte da luta livre) esposa e uma jornada que sai das linhas da comunidade dos fãs de luta livre do Brasil.

Nos últimos meses, pensei seriamente em uma “aposentadoria” desse meio, fechando a coluna de vez. Porém, felizmente, ainda temos um público (pequeno) o qual ainda acredita no diálogo sincero e mudanças de atitude para a construção de um meio mais saudável para todos os que estão nele – apesar de uma parcela considerável e influente querer conduzir esse barco para a destruição. Então, esta coluna não acabará. Porém, ela deixará de ser quinzenal e será esporádica, de acordo com a aparição de temas que exijam uma reflexão diferente da usual. Fora isso, continuarei com os podcasts e outras necessidades do portal que sejam possíveis para mim.

Queria deixar aqui meu agradecimento aos amigos Izac Luna, Johnny Marques e Thyago Oliveira, que me permitiram estar aqui diretamente, por tanto tempo. E que os tempos mudem e evoluam. Até logo.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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