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Na Teia do Aranha #119 – Cultuando Personalidades?

Salve, povo!

Sim, voltei neste espaço (como prometido, esporadicamente) para refletir sobre a (quem sabe) estreia de CM Punk na AEW. Até onde que a estreia dele e de outros grandes medalhões podem ajudar a empresa, de uma certa maneira?

Leia, reflita, comente e debata. Esse é o objetivo.

Forte abraço.

Cultuando Personalidades?

Só se fala nisso: CM Punk volta, CM Punk volta e CM Punk volta. E a AEW está sendo colocada em um pedestal, sobre algo que (até a data deste texto ser escrito) nem aconteceu ainda. Porém, segundo o caminho que a empresa da família Khan tem seguido, Phil Brooks estreará na empresa na segunda edição de um de seus mais novos shows semanais, o AEW Rampage, da sexta, 20 de agosto de 2021. E ele não é o único. Já existem grandes personagens da história do pro wrestling do naipe de Sting, Tazz, Mark Henry, Paul Wight (Big Show), Christian Cage, Andrade, Chris Jericho, Paul Ellering, Tony Schiavone e Jim Ross, dentre outros.

Como fã de luta livre, não vejo uma animação tão grande das pessoas quanto a estreia de algum lutador em anos. Alguns estão colocando a (possibilidade de) estreia de Punk como “uma nova era na AEW” – essas, palavras do próprio Tony Khan, em seu Twitter. É claro que é algo empolgante, que deixa a galera em polvorosa e tal. Porém, pagando do tiozão chato, e olhando para essa possibilidade de ter mais um nome grande como CM Punk, uma pergunta, me faço, para reflexão: isso é bom, em médio e longo prazo?

Afinal, em curto prazo, não dá nem para ter dúvidas de que toda chegada de peso na AEW é algo muito bom, traz repercussão dentro e fora das bolhas dos fãs da luta livre e, de alguma forma, traz rentabilidade e lucratividade diretas e rápidas. Quem não quer isso? Porém, ao olhar para a gama de talentos que temos na empresa, e um caminho o qual as chances de que esses neófitos e/ou alguns com tempo de casa, porém, sem grandes chances, tenham grandes oportunidades nos embates principais da empresa, aliado ao inchaço de talentos (algo o qual costumo bater nessa tecla, quando falamos da WWE) me faz acender a luz amarela com essa (possível) chegada de CM Punk.

Não é ser chato e estraga-prazeres. É apenas olhar para a história e vermos que o exemplo mais próximo da política de gestão a qual a AEW vem fazendo, que é a WCW, teve um fim tão triste, que poucos nem lembram, pois, quando se percebeu, ela já tinha se tornado um despojo nas mãos dos McMahon. Sabemos que a política administrativa da AEW é bem diferente da citada anteriormente em muitos aspectos, contudo, se a empresa não adotar um planejamento muito bom para as carreiras daqueles que estão vinculados a eles contratualmente, aliado a um controle de danos e egos muito eficiente, a (possível) chegada de CM Punk pode ofuscar alguns, colocar outros à margem e causar danos que, a princípio, podem ser pequenos, mas tendem a ser bem sérios em médio e longo prazo.

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

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