em , , ,

Na Teia do Aranha #96 – Aprendizado e Esperança

Salve, povo.

Em mais um pensamento nesse espaço, converso com vocês sobre o cancelamento da transmissão do evento da BWF na semana retrasada, o que essa situação trouxe á tona e o que podemos refletir sobre isso.

Leia, reflita, comente e sugira próximos textos, como sempre.

Abraços e valeu!

Aprendizado e Esperança.

No último dia 18 de setembro, a Brazilian Wrestling Federation (BWF), promoveu o primeiro show de luta livre profissional no Brasil, fato que não acontecia desde o início das medidas de distanciamento físico causados pela pandemia do novo coronavírus (lembrando sempre que a pandemia não acabou, o coronavírus mata e você deve se proteger e proteger os seus, seguindo todas as medidas determinadas pelas autoridades sanitárias e pela Organização Mundial de Saúde). Dentre as maiores novidades mostradas nessa apresentação, foram as que o público teve acesso ao evento pelo sistema “drive-in” (onde as pessoas acessam com seus carros, facilitando o distanciamento) e que o evento seria transmitido ao vivo pelo sistema iPPV (onde o interessado pagaria um valor específico e teria acesso a um sítio de acesso, onde assistia o evento em tempo real).

O evento aconteceu? Sim. Foi um bom evento? Segundo os relatos, foi um ótimo evento. Porém, devido a questões de ordem técnica por parte da empresa contratada pela BWF para fazer a transmissão do evento, não foi possível que aqueles que compraram o acesso pudessem assistir ao vivo. É claro que, enquanto admiradores do trabalho, ficamos chateados por não poder presenciar o evento, que seria histórico, caso a transmissão acontecesse de fato. Porém, a reclamação da não transmissão, que poderia ter vindo com mais afinco da parte daqueles que compraram o evento e não tiveram como assistir, acabou vindo de pessoas que não tiveram vontade de participar do evento, mas tiveram uma vontade enorme de falar o famoso: “Tá vendo? É isso que é a luta livre do Brasil? Lixo!”

Entristece saber que ainda há um público enorme que diz ser fã de luta livre, mas tem o foco total somente na WWE ou nas empresas de maior aporte financeiro, que apresentam shows mais pomposos e bufantes que os que o produto nacional tem capacidade. Entristece saber que esse público não tem a capacidade de conhecer o produto que é apresentado fora do eixo Estados Unidos – México – Japão – Grã-Bretanha. Porém, o que mais chateia nisso tudo é a falta de capacidade de compreender e ver que a luta livre nacional vem, nos últimos anos, em uma crescente muito grande, com promoções surgindo em todas as regiões do Brasil, em pequenos passos, aos poucos, espalhando a cultura da luta livre pelo país – e boa parte dessas promoções já não devem nada para o que se vê em empresas independentes internacionais.

Claro que é muito difícil alcançarmos a voluptuosidade que o futebol ou outros esportes apresentam nessa terra. Porém, é muito possível que a luta livre brasileira consiga o seu espaço cativo nas mídias não especializadas, superando preconceitos e barreiras levantadas. Já é mais do que na hora de sairmos da bolha, olharmos o mundo a nossa volta, saber que, em cada passo dado, em cada acerto ou erro, tem noites mal dormidas, tem treinamento pesado, tem gente que chora, que ri, que briga e que se alegra. Vamos parar de achar que as coisas acontecem num passe de mágica. Vamos parar de achar que a WWE nasceu gigantesca. Não rolou agora? Vai rolar logo. O importante é que esse é o caminho e isso nos faz ter esperança de dias melhores, os quais certamente virão.

E viva a luta livre brasileira!

Por Joao Aranha

Gosto de lutinha a um tempo. Escrevo sobre lutinha a um tempo. Comentei lutinha na TV por um tempo. Ídolo do Rato e do Izac Luna nas horas vagas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *