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O renascimento de Pro-Wrestling

O ano de 2019 será complementar para um futuro de mudanças.

2019 tem-se mostrado como um ano de confusão, instabilidade e de testes por parte das empresas.Tanto a WWE, NJPW e AEW, vêm a definir o ano atual. Colocando esse mesmo tom de “Wind Of Changes” por toda a indústria. Mas esse mesmo tom que as grandes empresas têm estabelecido tem uma clara justificação: o renascimento que se aproxima.

Desde 2001 que WWE se estabeleceu como a super-potência do mercado de wrestling profissional, onde com o tempo surgiam algumas empresas secundárias (caso da TNA) que nunca chegavam perto dela. Mantendo essa posição, a WWE tinha na sua mão todo o talento do mundo à sua disposição, onde poucos teriam uma chance. E caso a conseguissem, a chance rapidamente poderia desaparecer (exemplo disso sendo Low Ki, que teve uma breve passagem na empresa como Kaval). Se você queria seguir pro-wrestling como sua única forma de bom rendimento, a WWE era o único sítio.

Mas, a partir de 2015, a cadeiras começavam a virar. Empresas independentes como a ROH e a NJPW começavam a ganhar cada vez mais interesse, e o próprio mercado mexicano se espalharia mais nos EUA com a chegada de Lucha Underground em 2014. Por um bom tempo, os fãs de pro-wrestling começaram a ter mais opções. Consequência do fenómeno atual que não foge a nenhum mercado: globalização. Com o fácil acesso de produtos diferentes através da internet, como um melhor acesso a diversas comunidades diferidas a cada produto, foi uma questão de tempo até a NJPW se tornar numa própria super-potência do mercado asiático.

Ring Of Honor, a empresa que muitos pensavam que um dia podia rivalizar com a WWE, decaiu devido às más decisões quanto ao produto. Tanto internamente como externamente, a empresa perdeu o fogo que antes tinha, levando à saída de diversos lutadores para outras empresas. Nomeadamente, a empresa que levou grande parte do talento da ROH, a AEW.

All Elite Wrestling é, sem sombra de dúvida, a pioneira para o futuro renascimento de pro-wrestling no mercado americano. E é discutível a questão de Kenny Omega  ser o grande rosto que promoveu a descentralização que a WWE outrora tinha. AEW não está tendo essa relevância por causa de grandes lutadores nela inserida! A sua relevância chega devido ao impulso financeiro de Tony Khan e sua chegada à TNT (antigo canal onde WCW Nitro passara todas as segundas-feiras).

O ano de 2019 está colocando todas as bases para o renascimento que se aproxima em 2020. A WWE, desde janeiro, tem diversificado bastante seu produto, experimentando coisas novas (a 24/7 Championship), contratação de novos produtores (Paul Heyman e Eric Bischoff), o bom mas aleatório RAW Reunion… Entre outros. O mesmo acontece com a NJPW, apostando em novas estrelas para determinar seu plantel principal para a “nova era” que já era para ter acontecido depois de janeiro deste mesmo ano. E, apesar de tudo, a AEW que ainda está para testar as águas de um programa semanal de tendências casuais.

Em suma, seguindo as previsões, 2020 será um ano louco e diferente que irá estragar a monotonia implantada pelo produto da WWE como super-potência, e o conceito de globalização irá se tornar cada vez mais num fator.

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