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O Summerslam e a resposta da WWE à Punk: ” Não ligamos”

No ultimo sábado tivemos a realização do Summerslam por parte da WWE. Considerado o segundo maior evento do ano na empresa, o card desse ano prometia demais quando, ao fim do Money in the Bank (PPV posterior) John Cena aparecia para rivalizar com Roman Reigns pelo titulo mundial e Bobby Lashley teria caminho aberto para o início de uma nova feud. Mas o núcleo da empresa que é focado em decepcionar os fãs estava trabalhando a todo vapor. Nas últimas semanas ainda se questionou se a WWE ainda faria algo relativo à aquisição da AEW de dois draws importantes para o wrestling, e ela fez: Mostrou que não ligava.

Quem leu meu texto do último sábado dialogando sobre os fatos que tiraram o CM Punk do wrestling por longos 7 anos e colocaram um dos maiores draws desse século numa empresa concorrente à WWE, viu que eu levantei alguns pontos sobre as reclamações de Punk em sua saída é um dos motivos que causou de fato sua ida embora da empresa. É engraçado que no dia anterior ao retorno de Punk à luta livre a WWE fez questão de reafirmar que não mudou nada do dia da Pipebomb (que esse ano completou 10 anos) ate hoje.

Quando CM Punk sempre levantou a bandeira de que a WWE privilegiou alguns poucos lutadores do roster em detrimento aos trabalhadores esforçados que colocam suas vidas em risco 3 ou 4 vezes por semana dentro de um ringue, a WWE não ligou pra isso. O que explica a Becky Lynch (que sim, é uma das principais estrelas da empresa e não, não tem culpa do que foi planejado pra ela) fazer seu retorno lutando pelo título (até aí ok, ela saiu devido à gravidez enquanto era campeã) mas vencer a Bianca Belair, uma das lutadoras que mais evoluíram nos últimos e com um teto de “star power” impressionante, e vencer com apenas TRINTA SEGUNDOS? A sua vencedora do Royal Rumble não merece mais respeito que isso? Você precisa destruir alguém que claramente está numa ascendente na carreira desse jeito pra garantir a reação do público pra Becky? A WWE não liga pro que vai acontecer com a Belair (Assim como não ligou pro que aconteceu com o Kofi Kingston em sua luta contra Brock Lesnar, mas existe outro elemento nesses dois combates que merece ser elaborado num texto especifico).

Outro ponto que eu ressaltei no texto de sábado sobre o CM Punk foi a preferência da empresa de Vince pelos “OVW Boys” ao inves de entender o contexto local em que o publico queria ver Punk e Bryan lá em 2013. Naquele momento, já haviam se passado 12 ou 13 anos de lutas do main event envolvendo um dos quatro lutadores saídos de Ohio: John Cena, Randy Orton, Batista ou Brock Lesnar. O campeão atual pode ser alguém de uma geração posterior como o Roman Reigns, mas qual a dificuldade de em 2021 inovar em um adversário? Sai John Cena, entra Brock Lesnar. E tudo se repete.

Não é como se o Roman Reigns não tivesse enfrentado os dois? Os segmentos só não parecem grandes cortes de vídeo de promos de 4 anos atrás que a WWE reaproveita porque nesse meio tempo o Roman Reigns de fato evoluiu ao lado de Paul Heyman. Não é como se não houvesse talento no roster que valesse a pena investir, construir um upside e colocar no main event (Não é, Cesaro? E isso que ainda tinha Bálor e Rollins engatilhados para uma rivalidade) e assim nos proporcionar coisas novas. São anos com as mesmas pessoas rotacionando em volta do Main Event.

A WWE responde ao retorno de CM Punk fazendo questão de, no dia seguinte a sua estréia na AEW relembrar a todos o porque de sua saída. Lógico que até no lixão nasce flor (Assistam Edge vs. Rollins por favor) mas se a empresa não aprendeu nada quando viu a WCW morrer por ter levado à exaustão seu público com as mesmas quatro ou cinco pessoas (Entre elas Goldberg, há 20 anos atrás! Que coisa não?) envolvidas nas disputas dos titulos principais, é melhor abrir o olho.

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