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WWE anuncia saída de seus Co-Presidentes Michelle Wilson e George Barrios

Demissões geraram impactos no mercado e no sistema administrativo da companhia

Os Co-Presidentes da WWE, Michelle Wilson e George Barrios não fazem mais parte da companhia. O recente fato se tornou público após um comunicado oficial da empresa, o qual anunciou que ambos não fazem mais parte do conselho de diretores da WWE.

Frank A Riddick III foi nomeado Diretor Financeiro interino. Até então ele fazia parte do Conselho de Administração, nomeado há mais de 11 anos. Também foi anunciado que a empresa agora iniciou uma busca por um Diretor Financeiro permanente e um Diretor de Receita.

Vince McMahon comentou sobre o fato, agradecendo os serviços prestados por Barrios e Wilson:

“Gostaria de agradecer a George e Michelle por mais de 10 anos de serviço e contribuições para a organização. Sou grato por tudo o que foi realizado durante seu mandato, mas a Diretoria e eu decidimos que era necessária uma mudança, pois temos opiniões diferentes sobre a melhor forma de alcançar nossas prioridades estratégicas no futuro. ”

“Temos uma equipe profunda de executivos talentosos, experientes e comprometidos em toda a organização, e o Conselho e eu temos grande confiança em nossas habilidades coletivas de criar conteúdo atraente, envolver nossa base global de fãs em várias plataformas, aumentar as receitas e gerar valor para os acionistas. ”

Vince McMahon no comunicado à imprensa. (traduzimos)

Vale ressaltar que Barrios e Wilson foram promovidos a Co-Presidentes e nomeados para o Conselho de Diretores da WWE em 2018.

Foto: WrestlingEdge

Uma análise econômica e financeira após a saída de Barrios e Wilson

Como em toda grande empresa, uma demissão repentina de dois dos principais executivos gera abalos e impactos econômicos. O Yahoo Finance apurou dados e apresentou uma visão geral sobre todos esses acontecimentos recentes.

Foto: Google

Os impactos no mercado de ações

O mercado não respondeu bem após os recentes comunicados. As ações da WWE caíram até 24%, para $47,50* em negociações estendidas depois que a empresa anunciou a saída dos Co-Presidentes George Barrios e Michelle Wilson, com efeito imediato.

A WWE já foi listada pela KeyBanc Capital Markets – há dois anos – como “a única na mídia”. Agora, o preço das ações atingiu um teto que não chega nem perto do valor de $100* que era no ano passado.

As mudanças definitivamente criam um caminho mais complicado para a WWE. Isso não vem de hoje, mas de uma sequência de decisões e mudanças que tornam a vida dos investidores mais insegura e, consequentemente, a empresa menos atrativa para tais fins.

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Foto: Last Week Tonight with John Oliver

Alguns fatores negativos que geraram os impactos mencionados

Após uma série de manchetes negativas em 2019, os investidores ficaram preocupados com as próximas renovações de contratos da WWE e com as consequências de relações públicas em torno do tratamento de seus lutadores.

Relatos da mídia sugeriram que a administração estava sofrendo para renovar contratos de distribuição no exterior, incluindo acordos internacionais em regiões importantes como o Oriente Médio, principalmente nas situações envolvendo Arábia Saudita.

Para piorar, John Oliver, o comediante e apresentador do talk-show noturno, também criticou Vince McMahon em um segmento de seu programa: “Last Week Tonight”.

Oliver disse que os lutadores estavam morrendo em taxas mais rápidas do que os jogadores profissionais de futebol (futebol americano), e que a WWE não fornece plano de saúde porque a empresa decidiu que seus lutadores são trabalhadores autônomos. Mais tarde, a WWE rejeitou as afirmações de Oliver, apontando para sua iniciativa e programa de longa data em cuidado e bem-estar de seus atletas. O programa citado oferece aos lutadores um exame físico anual, testes de função cerebral e abuso de substâncias.

WWE chairman and CEO Vince McMahon (Courtesy of WWE)
Foto: WWE

O futuro reserva melhores dias para a WWE?

A empresa parecia caminhar para isso, principalmente com as notas da Wall Street nos últimos meses, a qual parecia ter ficado mais otimista em relação à WWE – após a expansão de uma parceria de eventos ao vivo na Arábia Saudita e um acordo com a Fox para exibir o “Friday Night Smackdown” nos EUA.

A programação de eventos, o incentivo a contratos de TV de longo prazo e a receita relativamente previsível junto com o crescimento do fluxo de caixa tornam a empresa “bem posicionada”, disse Alan Gould, analista da Loop Capital Markets, em nota no mês passado.

Aproximadamente 90% dos analistas de Wall Street recomendam uma classificação de compra equivalente às ações, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. E algumas das iniciativas da empresa, como a WWE Network baseada em streaming, parecem promissoras.

No entanto, a empresa com sede em Stamford, Connecticut, ofereceu uma perspectiva mais sombria, ainda mais após as demissões. Agora, espera reportar ganhos em 2019 de $180 milhões*, abaixo dos $190 milhões* previstos anteriormente. A nova projeção segue os quase $186,6 milhões*, que as estimativas de consenso estavam exigindo.

A WWE anunciará seus resultados do quarto trimestre e de todo ano de 2019 na próxima quinta-feira, 6 de fevereiro. Resta esperar.

Foto: WWE

Estratégias da WWE para superar as complicações recentes

A WWE parece estar dedicada em retomar a atenção dos fãs e, consequentemente, dos investidores. Os novos planos, aplicados já no Royal Rumble com o retorno de Edge, além de maior envolvimento com o NXT – que chegou à TV – e de muitas surpresas para a Road To WrestleMania nos programas semanais, comprovam esta perspectiva.

Ainda, foi apurado que a WWE pretende trazer de volta Hulk Hogan e The Rock em 2020 para manter os holofotes na empresa, visto que ambos são grandes nomes entre os fãs da luta-livre.

Hogan em seu Twitter há algumas semanas: “…WrestleMania está ao virar a esquina (muito próxima) Brother!”

Outrossim, Vince McMahon parece confiante e diz que todos estes desafios estão à altura da WWE.

Resta esperar e acompanhar quais serão as medidas tomadas pela direção da empresa. Além do todo mencionado, é provável que a WWE busque outras formas para atrair novos acionistas e investidores, retomar o patamar que vinha mantendo e, como dizem: “colocar a casa em ordem”.

*os valores citados são em dólares americanos.

Fontes: Ringside News; Yahoo Finance; Wrestling Observer News.

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